Opala: O Chevrolet que fez história no Brasil

Com um design robusto e muito estiloso, o Opala até hoje é considerado um carrão, isso é indiscutível.

Baseado no famoso Rekord, essa máquina já foi objeto de desejo de várias gerações e considerado uma jóia rara do Brasil. Não é a toa que seu nome é o de uma pedra preciosa que possui uma reserva de muita relevância no território brasileiro.

Vamos conhecer mais um pouco sobre a história dele?

Quando foi que o Opala chegou em terras brasileiras?

O Opala foi apresentado ao mercado brasileiro no Salão do Automóvel de São Paulo, em 1968 e foi o primeiro carro de passeio fabricado pela General Motors do Brasil entre os anos de 1968 até 1992.

Mas, espera aí… Opel, Impala… Opala!

Pegou a referência? 

Apesar de ter seu estilo baseado no alemão Rekord da Opel, seu motor se parece com o do Impala americano.

Opel + Impala = Opala!

Coincidentemente – ou não – como já vimos, o Brasil tem uma reserva dessa pedra preciosa.

O Opala caiu no gosto do povo?

O modelo consagrado da Chevrolet foi bem aceito pelo público, com um número superior a 1 milhão de unidades vendidas ao longo dos 23 anos em que foi produzido.

Sua campanha publicitária destacava a performance e robustez do carro, enquanto nos filmes publicitários, personalidades famosas como Jair Rodrigues e o jogador Rivelino testavam o veículo e falavam de suas qualidades.

Uma raridade, várias versões

Ao longo do tempo, várias versões do Opala foram lançadas com várias diferenças no design e no motor. Relembre:

  • Standard e Luxo

O Opala foi lançado em duas versões: Standard, que também era conhecida como Especial (essa era a versão básica) e Luxo (a versão mais cara, já que possuía acabamentos cromados no seu exterior, motor 3800 e freios a disco).

  • Gran Luxo

Com a proposta de ser o mais superior de toda a linha, essa versão foi lançada em 1971, com acabamento mais luxuoso que a versão anterior (Luxo) e duas opções de motor: 4 cilindros 2500 e uma superior, de 6 cilindros 3800.

  • SS: O Opala mais esportivo que nunca

Com rodas esportivas, volante com 3 raios, motor 4100 e até mesmo as famosas faixas esportivas, essa versão também foi lançada em 1971, prometendo bater de frente com os modelos esportivos da época.

Em 1974, após a crise do petróleo, a versão SS4 foi apresentada ao mercado com um motor de 4 cilindros. No ano seguinte, a versão 250-S foi lançada, com o intuito de competir com o Dodge Charge e o Maverick da Ford.

  • Coupe: quase um conversível

A versão Coupe contava com uma carroceria de duas portas, e por não possuir a coluna B (a coluna que fica na lateral do carro, na parte central) essa versão parecia um conversível.

  • Caravan

No ano de 1975 a versão “perua” do Opala foi lançada, mas apesar de ser bem maior que o convencional, essa versão tinha somente duas portas.

  • Comodoro: o Gran Luxo de 1975

Junto com a versão Caravan, o Comodoro foi lançado para substituir a versão Gran Luxo de 1971, com alguns elementos em madeira de Jacarandá, uma linha pintada na lateral da carroceria e parte do teto em vinil.

  • Diplomata: o “diferentão” da linha

Lançado em 1977, o Diplomata chegava com uma proposta luxuosa com diferenciais que se destacaram muito na época, como ar-condicionado, toca-fitas, direção hidráulica e motor de 6 cilindros.

5 curiosidades sobre o Opala

Opalete, Rosa pantera e chave de ouro? ?

Separamos alguma curiosidades bem legais sobre o Opala que talvez você não saiba.

Confira:

1 – Opalete

Esse seria o nome que a versão picape do Opala receberia, se chegasse a ser lançada.

A GM pretendia levar essa versão ao mercado em 1975, mas por achar que não daria em nada, acabou cancelando o projeto, perdendo assim, o posto de pioneira desse tipo de veículo no Brasil.. 

2 – O famoso Pantera rosa

Ano de 1974, época do estilo colorido e extravagante do disco music. 

A GM não perdeu a oportunidade e lançou versões do Opala nas cores Rosa Pantera, verde-limão , amarelo e laranja, que caíram no gosto do povo.

Um fato interessante é que na época, a versão Rosa Pantera foi bastante comprada por homens que queriam presentear suas esposas. Imagina, ganhar um carrão desses naquela época?

3 – Chave de ouro?

Dois anos antes do fim da produção do Opala, a GM lançou uma versão muito rara da linha Diplomata com chaves banhadas a ouro. 

E não para por aí: somente 200 unidades foram produzidas na época, ou seja, quem conseguiu comprar foi muito sortudo.

A versão também vinha com uma fita que contava toda a história do Opala, item de colecionador.

Imagina ser o dono de uma relíquia dessas?

4 – Multiuso

Por terem feito tanto sucesso na época, o Opala e a Caravan deixavam de ser usados somente como carros de passeio e passavam a ser vistos nas ruas também como viaturas de polícia, ambulância, carro de resgate do Corpo de Bombeiros, táxi e até mesmo como carro oficial da Presidência da República.

Essa foi realmente a época do Opala no nosso país!

5 – Estrela de novela

Em 1995 a Rede Globo exibia a novela “A Próxima Vítima”, na qual o Opala teve uma participação de grande destaque.

Na trama, um assassino misterioso seguia suas vítimas em um Opala da cor preta, portanto, se o carro aparecesse, já podia esperar que algo ruim aconteceria. 

Um carro que entrou para a história

Sabendo de tudo isso, é indiscutível o fato de que o Opala realmente fez história no Brasil ao longo dos anos e até hoje ainda é objeto de desejo de muitos colecionadores.

E você, já teve um Opala ou tem alguma lembrança desse carrão? Conta pra gente 😀

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